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Falou e Disse!

22/10/2009 - 16:11 Deixe um comentário

Em preparação para uma pelada que rolará logo mais, lembrei de um texto que um amigo me enviou dias atrás referente as sacanagens que acontecem invariavelmente conosco.
Calma, comecei falando de pelada que ia rolar, sacanagem que sempre acontece e por incrível que pareça o post de hoje não é nada pornográfico não.

Utilizamos o site www.peladeiro.com.br para marcarmos nossas peladas, que é bem verdade já ocorreram com muito mais freqüência em outro momento. Acontece que o Sr. Mauricio Barros conseguiu expressar perfeitamente bem o que acontece em várias peladas por aí afora em um texto foi publicado na revista VIP.

É bem verdade que posso não concordar com exatamente tudo o que ele escreveu, mas com certeza é, dos textos que já li, o que mais se aproxima da realidade.
Portanto, chega de papo e vamos ao texto.

Você é homem ou rato?
Por: Maurício Barros

No futebol com os amigos, a gente vê quem tem caráter. O escritor Albert Camus, que era goleiro, já dizia que tudo o que aprendera sobre os homens vinha dos campos de futebol. Pura verdade. Tinha um cara na minha pelada semanal que cavava faltas. Acredita? Pode um sujeito simular falta onde o que vale é a palavra de cada um, a lei do “pediu, parou”? Justamente porque não tem juiz e o árbitro é a consciência? Pois é, o dito fazia isso. Um pária.

Se quisermos ter uma vida decente, há certas coisas que não devemos fazer no nosso sagrado jogo semanal. Dizer que vai e não aparecer, por exemplo. Só pode em caso de morte – própria ou de parente coladinho (tio já é muito longe, e sogra vai de você se vale ausência ou churrasco). Porque a diversão de todos depende da presença de cada um. Jogar com um a menos, pegar um cara emprestado da outra quadra, fazer goleiro-linha avacalham qualquer partida.

Outra coisa inadmissível em pelada é não querer revezar no gol. Tem que ir e pronto. Tem muito gaiato também que, aos primeiros chuviscos durante a tarde, se vê no direito de faltar porque “como tava chovendo pensei que não ia ter jogo”. Esse tipo deve ser defenestrado, nunca mais chamado pra nada. Intempéries não é motivo de cancelamento de jogo. Nunca.

E tem também o que se finge de morto na hora de revezar quando tem um a mais no quórum. “Quem sai agora?”, e o cara quieto, esperando alguém que já saiu se candidatar de novo. Sem falar no imbecil que fica reclamando do goleiro. Goleiro de pelada é um ser à parte. Superior. Abnegado, uma espécie de santo que topa ficar levando bolada enquanto os outros correm. Não se reclama dele nunca. Na nossa pelada, os goleiros não pagam o aluguel da quadra. É nossa forma de agradecer por eles existirem.

Verdade é que qualquer um desses deslizes de caráter é muito mais grave do que uma entrada mais dura. Um xingamento aos berros ou cara feia depois de um gol perdido – tropeços assim são esquecidos já no vestiário ou na mesa da cerveja. Aqueles outros, não. Quando o cara dá o cano sem motivo, reclama ao ir para o gol, se omite na hora de revezar. Fica botando a mão na bola, está no fundo sinalizando que não merece estar ali com a gente toda semana, compartilhando risadas, raivas, botando pra fora nossos monstros. Deve ser demitido da turma, exatamente como fizemos com o rato que cavava falta…

5 COISAS QUE APRENDI COM O FUTEBOL

  1. Respeitar os códigos de conduta. Valem mais que lei
  2. Jamais tripudiar (gritar “Chupa!”, por exemplo) do adversário após marcar um gol. Ele ganhara o direito de te partir ao meio.
  3. Todo goleiro é um santo. Reclamar com ele é pecado.
  4. A gente não vai ganhar sempre.
  5. É melhor ter dois times parelhos do que um mais forte e outro mais fraco – mesmo que você esteja no mais forte.

E… A roupa também diz muito sobre o caráter do peladeiro. Jogar de bermuda de surfista, regata e tênis iate é coisa de moleque.

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